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A Neta da Luísa

A Neta da Luísa chama-se Bárbara. Tem 23 anos e um gosto incalculável pela escrita, moda, lifestyle e beleza. Não é uma expert em nenhum dos assuntos, mas tem uma paixão imensa por todos eles.

A Neta da Luísa

Ler, Ver e Adorar #2 | O Inferno

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Na terça-feira passada fui ver o filme  "Inferno", com Tom Hanks. Ia sem grande expetativas, ou melhor, sem nenhumas: nunca tinha lido o livro, sempre achei Dan Brown um autor um pouco complexo (talvez porque tentei ler o Código da Vinci cedo demais) e o resumo não me tinha chamado a atenção. No entanto, o P. já tinha lido o livro e gostado muito e, como tal, estava curioso para ver a versão cinematográfica da história. E, deixando a sinopse para o fim, posso dizer que gostei bastante. Fiquei vidrada no ecrã o filme todo e, se ao início não estava a compreender facilmente o enredo, rapidamente percebi o assunto em questão. Saí do cinema a refletir que, de facto, tudo na vida é uma questão de perspetivas e o que para uns pode ser o mais correto, para outros pode ser a maior barbaridade da humanidade. Aconselho vivamente. Não o deixem fugir dos cinemas antes de irem ver. 

 

SINOPSE | WOOK
 

«Procura e encontrarás.» É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou de como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences. Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.

Ler, Ver e Adorar #1 | A rapariga que derrotou o Estado Islâmico

 

Hoje começa uma rúbrica nova no blog. A segunda desde que este blog foi criado. 

Ler, Ver e Adorar é o espaço para refletir, comentar e opinar acerca dos livros que vou lendo e os filmes que ou vendo. É mais um conteúdo criado para partilhar com vocês mais um bocadinho de mim, mais um bocadinho dos meus dias e, por isso, mais um pouquinho da minha vida. 

 

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Cheguei ao fim deste livro a pensar na sorte que tenho em viver no país em que vivo e no quão grata devo estar pela tolerância que temos, regra geral, face às escolhas, ideologias, valores e religião uns dos outros. A história de Farida leva-nos a crer que muitas vezes nos queixamos de coisas sobre as quais não temos, sequer, motivos para falar: a história de uma rapariga que, no auge dos seus 17 anos e habituada a uma família feliz, se vê capturada, vendida, agredida e violada por alguém que se acha no pleno direito de tratar as mulheres como mercadoria e como escravas dos seus prazeres pessoais. É de notar que os fatos relatados neste livro não ocorreram há cem anos atrás, mas sim no recente ano de 2014 - numa altura em que achamos que a liberdade de escolha e expressão deveria ser um direito global jamais questionável. 

É um livro que recomendo. Não só pelo conhecimento que nos proporciona acerca da temática que aborda, mas também porque nos faz chegar ao fim com a sensação de que somos muito pouco gratos por todas as dádivas que temos e pelo facto de nos ser possível escolher, sem medos, aquilo em que acreditar. 

 

SINOSPE | WOOK

Em agosto de 2014, Farida tinha 17 anos, uma família numerosa e uma melhor amiga com quem partilhava segredos e sonhos de futuro. Na sua aldeia no Iraque reinava a paz. Mas isso era "antes".
O "depois" impôs-se com a brutalidade de um pesadelo. Decorria ainda o mês de agosto quando a sua aldeia, não-muçulmana, foi ocupada pelo Estado Islâmico. Os aldeãos enfrentaram as ameaças com a dignidade da fé. Unidos, recusaram converter-se ao Islão.
E pagaram o preço. Os jihadistas assassinaram todos os homens e rapazes, e raptaram as mulheres e crianças.
O que se seguiu está para lá dos limites da imaginação. O dia a dia feito de espancamentos e violações. A indignidade dos mercados onde o Estado Islâmico vendia as prisioneiras como se fossem gado. Mas após várias tentativas de suicídio, a revolta falou mais alto. Farida decidiu lutar até ao fim das suas forças. E um dia, os terroristas esqueceram-se de trancar a porta do seu quarto. Foi o dia com que sonhara durante os longos meses de cativeiro. Foi o dia em que fugiu pelo deserto da Síria disposta a morrer pela liberdade.

Farida Khalaf tem uma história para contar.
E é uma história extraordinária.