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A Neta da Luísa

A Neta da Luísa chama-se Bárbara. Tem 23 anos e um gosto incalculável pela escrita, moda, lifestyle e beleza. Não é uma expert em nenhum dos assuntos, mas tem uma paixão imensa por todos eles.

A Neta da Luísa

Sobre 2016.

O tempo passa, efetivamente, a correr. Estamos a um dia de mais um ano chegar ao fim. 2016 não foi O ano, mas foi um ano bom. E espero que todos os que estão para vir sejam, pelo menos, sempre assim. 2016 foi o ano em que terminei o meu mestrado, o meu estágio curricular e comecei a procurar emprego - espero que 2017 seja o ano em que o encontro. Foi o ano em que cresci como pessoa, como filha, como mulher e como profissional. Felizmente, este ano teve muitas mais coisas boas do que más - conheci sítios novos, tive sucesso nos estudos, investi na Neta da Luisa, criei as minhas primeiras parcerias neste âmbito e solidifiquei mais ainda a minha relação com a melhor pessoa que já conheci até hoje. Conheci gente boa (e outra menos boa), fiz novos amigos e aprendi a ser mais paciente, menos exigente, mais atenta e mais humilde. Li livros, vi filmes, fui à praia e tive mil e uma razões para rir. Também tive algumas para chorar, mas dessas eu já me esqueci. 

 

 

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Tive a sorte de, em 2016, ter a oportunidade de solidificar ainda mais a relação linda que tenho vivido nos últimos anos - dias de muita compreensão, paciência, tolerância, altruísmo e, acima de tudo, muito amor. Os últimos anos têm, graças a Deus, sido generosos comigo neste âmbito - têm me dado mais do que mereço, efetivamente, receber. Sou uma mulher grata e feliz por isso - por ter do meu lado alguém que quer estar nesse mesmo lugar e que caminha, todos os dias, de mão dada comigo.

 

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As saídas, as festas, o convívio e a reunião com a família do coração também não foi deixada para trás. Foram menos as saídas ás noites, eu sei, mas a vida leva-nos a alterar os nossos hábitos e a fazer opções, por vezes, mais crescidas. Tenho a sorte de ter uns amigos fantásticos. Poucos, mas incríveis - amigos esses que não são de 2016, mas de muito antes. Como se costuma dizer: não de sempre, mas para sempre.

 

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2016 também foi um ano de perdas. A Rufia e a White deixaram a nossa casa, mas nunca os nossos corações. A Rufia cedeu a uma dura e longa batalha contra os tumores mamários, depois de uma injeção (para nós, de dor) que fomos obrigados a administrar-lhe. Mas, antes disso, ainda nos deixou um herdeiro que não nos permite esquecer o quão lutadora ela foi. A White apanhou-nos desprevenidos com uma morte inesperada, que deixou a família em lágrimas. Hoje, restam-nos as fotografias e as lembranças felizes que temos de uma vida em comum, com tanto que demos e recebemos.

 

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As férias são sempre o momento chave de qualquer ano. A pausa, o tempo para respirar, a felicidade no meio do caos do trabalho ou dos estudos. Este ano, as minhas foram tão curtas quanto boas. Tive oportunidade de conhecer um pouco do Alentejo, onde nunca tinha ido e de usufruir de uma companhia maravilhosa. Conheci mais do nosso país através das ruas de Alcácer do Sal, das paisagens lindas de Setúbal e do Portinho da Arrábida, que nos tira a respiração. Conheci Tróia e a Comporta. Fui feliz a tirar fotografias e a conhecer, a explorar e observar. Para o ano (ou devo dizer "para amanhã"?) quero mais. 

 

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Tive a sorte de conhecer também mais da nossa querida cidade do Porto, no fim de semana do S. Valentim. Bebi o chocolate quente no Costa Café, visitei a Livraria Lello e conheci o hostel mais giro de sempre - o Rivoli Cinema Hostel. Passeei na baixa e comi a melhor francesinha de sempre. Andei de mãos dadas e senti o cheiro do rio Douro no frio de Fevereiro. Fiz compras na rua de Sta. Catarina e fui verdadeiramente feliz.

 

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 Mas o melhor de 2016 foi mesmo a dádiva de ter visto crescer o meu pequeno bebé. O Simba foi, na realidade, uma das melhores coisas que me aconteceu este ano. Nasceu de uma mãe débil e doente e teve muitas dificuldades em sobreviver. Dependeu de mim para viver - através das noites sem dormir e de biberon na mão e das horas infinitas a colocar água quente na borracha, numa tentativa constante de o aquecer. O Simba cresceu comigo e eu cresci com ele. Estive (e estou) o mais perto que já estive até hoje de sentir o que é um amor e um cuidado incondicional, uma preocupação infinita e um sobressalto constante. Chorei quando o vi doente, desesperei quando pensei que ele não iria resistir e fui tão, mas tão feliz quando percebi que ele se estava a tornar num gattinho forte e saudável. Hoje, o Simba é a razão de gargalhadas imensas e sorrisos infinitos. De noites quentes e manhãs doces. É o meu companheiro incondicional - dorme na minha cama, partilhamos o sofá e está comigo à lareira - como neste momento. Acompanha-me nas horas de preguiça e enerva-me nos momentos atarefados. É um amor sem explicação, que poucos compreendem e que a poucos sei explicar.

 

 

Pessoalmente, eu encaro sempre a entrada de cada novo ano como a oportunidade ideal para fechar um ciclo e abrir outro. Para mudar para melhor e para iniciar a luta pela concretização de todos os objetivos que tenho vindo a guardar no bolso e que ainda não viram a luz do dia. A cada bater da meia noite no último dia do ano, acho sempre que volto a ter mais vidas neste jogo que é a vida - e que, com a transição, surgem sempre 365 ou 366 novas oportunidades para sermos felizes. 

Para 2017 ambiciono, acima de tudo, saúde - para mim, para os meus, e para todos aqueles que se vão cruzando na minha vida. Com saúde, acredito que podemos ter tudo o resto - ou pelo menos lutar para tal. Espero que a sorte me bata à porta e que a minha procura incessante por um emprego (ou melhor, um trabalho) dê frutos. O blog não vai ficar esquecido e vou fazer os possíveis por o fazer crescer ainda mais - em alcance, em leituras e em amor. Porque só com amor se pode fazer crescer um projeto que dá os primeiros passos quando ainda é tão bebé.

 

 

Hoje, sei que tenho uma estrela algures num cantinho do céu que olha por mim e me guia em todos os meus caminhos, amparando as minhas quedas e celebrando as minhas vitórias. Em 2017 não vai ser diferente. As estrelas que realmente amamos nunca deixam de nos iluminar. 

 

Feliz 2017 a todos. Mas mais que um ano feliz, desejo-vos uma vida feliz.