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A Neta da Luísa

A Neta da Luísa chama-se Bárbara. Tem 23 anos e um gosto incalculável pela escrita, moda, lifestyle e beleza. Não é uma expert em nenhum dos assuntos, mas tem uma paixão imensa por todos eles.

A Neta da Luísa

5 vantagens de estar desempregada

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Falamos sempre do quão mau é estar desempregada. E, efetivamente, é verdade. É horrrível não ganhar dinheiro no fim de cada mês, é desesperante não ter rotinas, não ter a obrigação de sair de casa, não ter fundo de maneio para fazer planos para o futuro e investimentos para a nossa vida. É triste continuar a depender da nossa família, não poder comparticipar nas despesas da casa ou não poder acompanhar os nossos amigos que já trabalham nos jantares, saídas à noite ou programas ao fim de semana. É desgastante não nos sentirmos úteis e não vermos as nossas competências a evoluirem, enquanto nos tornamos profissionais melhores. 

 

Mas, das coisas más de estar desempregada, já eu falei aqui muitas vezes. Já eu refleti muitas vezes. Já eu chorei muitas vezes. Hoje, decidi-me a analisar o lado bom da coisa. Ou melhor, aquilo que não é tão mau na possibilidade de termos mais tempo para nós. E, com isto, pretendo acima de tudo alimentar o espírito mais positivo que adotei para este ano e lembrar todas as pessoas que se encontram na mesma situação que há coisas na vida que não têm só um lado negro. Ás vezes, o preto que julgamos ver é apenas um cinza escuro que, em certas ocasiões, pode até ganhar mais luminosidade.

 

- Tens a oportunidade de investir em novos projetos: Ok, não tens emprego, nem na tua área nem fora dela. Não tens dinheiro. Mas tens tempo! E com esse tempo, podes fazer tudo aquilo que tu quiseres. E essa é a parte boa - tens o tempo que nunca antes tiveste! Eu, por exemplo, optei por dedicar-me mais a este blog. Não me dá o desafogo financeiro que necessito, mas dá-me muitos sorrisos - quando leio os vossos comentários, quando faço um novo post. Dá-me o prazer de me manter ocupada e a motivação para, aos poucos, ir fazendo crescer este amor pela escrita. 

 

- Podes estar com pessoas que já não vês ao tempo: Esta é outra das vantagens de teres mais tempo livre. Se antes não estavas com os teus amigos porque tinhas aulas, porque tinhas de estudar ou porque tinhas de conciliar  o horário de trabalho com as tarefas domésticas, agora podes gerir o teu dia de forma a teres tempo para as pessoas - para ir tomar um café, para fazeres uma visita ou para preparares um almoço caseiro para alguém.

 

- Podes instruir-te: Podes não ter dinheiro para viajar, para ir ao cinema todas as semanas ou para estares presente nos melhores concertos. Mas podes ler (e para isso, não tens de comprar livros. Existem as bibliotecas). Podes ver documentários que dão na televisão. Podes ver filmes e séries online ou abrir, todos os dias, os jornais noticiosos. Agora tens tempo para te manter informada e apostares mais na tua cultura!

 

- Podes tratar das tarefas domésticas com mais calma e dedicação: Se antes fazias tudo a correr, agora tudo é diferente. Antes, fazer as tarefas de casa podia ser um desespero porque ocupava o pouco tempo livre que tinhas e, como tal, elas eram encaradas como um sacríficio. Agora, tens tempo para cozinhar e limpar a casa sem precisares de fazer tudo a correr. Podes tornar esses momentos em tempo agradável - experimentando novas receitas, reformulando móveis ou fazendo mudanças em casa. 

 

- Tens disponibilidade para investir na tua forma física: Antes não ponderavas, sequer, fazer uma caminhada de trinta minutos porque não querias usar o pouco tempo que tinhas livre dessa forma, preferindo estatelar-te no sofá a ver o Preço Certo ou a Impostora. Hoje, tens o dia todo e podes fazer com ele mil e uma coisas sendo que, uma delas, pode ser praticar exercício. Faz-te bem à mente e ao corpo! 

 

Obviamente, com isto, não estou a dizer que o desemprego é uma mais valia ou algo que devemos promover. Estou antes a tentar pôr um pouco de cor naquilo que temos de mais negro nas nossas vidas. Procura trabalho mas, enquanto ele não chega, procura também não te sentires infeliz. Porque a felicidade somos nós que a fazemos. E não podemos esperar que um trabalho nos bata à porta para a começar a exercer.

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