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A Neta da Luísa

A Neta da Luísa chama-se Bárbara. Tem 23 anos e um gosto incalculável pela escrita, moda, lifestyle e beleza. Não é uma expert em nenhum dos assuntos, mas tem uma paixão imensa por todos eles.

A Neta da Luísa

Estou de volta!

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Este tipo de posts já é regular por aqui... Já vos falei o quanto as fases da minha vida influenciam a minha alimentação e as minhas rotinas e o quanto os meus cuidados (e falta deles) andam de mãos dadas com a forma como me sinto. 

Esta última semana não tem sido particularmente fácil. Tenho andado a ser dominada por uma desmotivação imensa, algum desânimo e isso faz com que perca a vontade de fazer muita coisa - incluindo preocupar-me com aquilo que ponho no prato (e no corpo).

Na altura da Páscoa andei com dores de estomâgo e de barriga horríveis - gastroentrite, disse a médica. Ás vezes acho que estes sintomas fisícos não chegam a ser mais do que uma manifestação do stress e da ansiedade com que me sinto em alguns dias. 

O blog também tem andado parado - e as razões são exatamente as mesmas - falta de inspiração e vontade para criar conteúdo. 

Mas hoje acordei com uma força diferente. O despertador não tocou e, mesmo assim, já estava de olho aberto ás sete da manhã. Um bom pequeno almoço (descobri uma mistura no Pingo Doce a um preço incrível, super rápida de fazer, saborosa e óptima para subtituir as tradicionais papas de aveia). Fui fazer umas compras rápidas, para me (auto)motivar a retomar uma alimentação mais equilibrada e consciente e estou, neste momento, a escrever-vos da biblioteca cá da terrinha, com um sol lindo a entrar pela grande janela envidraçada. Estou a aproveitar o tempo (a folga do trabalho) para adiantar planificações e fazer pesquisas para as aulas com os meus meninos. Ás quatro já é hora de ir dar mais uma aula e, por isso, há que aproveitar estas horinhas - também já vos falei aqui de como nem sempre é fácil gerir dois trabalhos, mesmo quando eles não nos ocupam o tempo todo.

 

Agora, é continuar a trabalhar.

 

E sempre com a fé e a consciência de que, quando damos o nosso melhor naquilo que fazemos, não podemos perder o rumo quando, em certos dias, o nosso melhor não chega. 

3 anos sem ti.

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Há três anos atrás o meu mundo ruiu. Tu partiste e, contigo, partiram alguns dos meus maiores sonhos: ver-te celebrar comigo o fim do meu curso, ter-te presente no meu casamento e poder, um dia, dar-te a conhecer os meus filhos. Cada flor representa 365 dias de saudade, de dor, de angústia, de revolta e de sacrifício - o sacrifício imenso de prosseguir o caminho sem te ter de mão dada comigo e sem ter a tua força para me ajudar a levantar depois de cada queda. O amor imenso que sinto por ti não se desvaneceu com o tempo, pelo contrário: estes três anos sem ti só me deram a certeza de que a nossa ligação é inquebrável... E nem as partidas da vida - da morte, neste caso - a fragilizam. São muitos de dias a sentir a tua falta. Mas são também muitas horas a sentir um (eterno) amor por ti.

Amo-te avó. Como sei que também me amas a mim - se calhar, mais que tudo na vida.

Sobre dias felizes.

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Sei que já passaram dois dias, mas ainda não me recompus de todas as provas de carinho e amor que recebi no meu aniversário - que durou mais que um dia. O dia 28 começou com o pequeno almoço na cama e terminou com um belo jantar em família. Lá pelo meio tive direito a muitas prendinhas, telefonemas, mensagens e declarações óbvias de ternura e amizade. Mesmo que seja o facebook a lembrar, mesmo que a culpa seja dos lembretes no telemóvel, as pessoas têm sempre duas opções - tirarem uns segundos do seu dia para nos felicitarem - ou não. O dia dos meus anos faz-me ter ainda mais certezas sobre o quão acarinhada e sortuda sou por ter quem tenho na minha vida.

 

Mas o dia 29 foi um doce prolongamento da data em que se festeja o nascimento desta miúda-mulher irritante - eu. Acordei particularmente desmotivada e sem energia - talvez uma espécie de "depressão pós dias muito felizes vs regresso à rotina" e o dia arrastou-se com uma neura terrível. Apesar de ter folga no trabalho, tive de ir dar a aula. Mal cheguei a casa vesti o pijama, o robe, ou seja, o traje típico de dias menos bons em que só nos queremos sentir confortáveis e de alma quente. A ideia era jantar e dormir, pois a quinta-feira começava ainda de noite. Mas correu tudo ao contrário - e ás vezes é tão bom quando os nossos planos se viram do avesso! Tive a visita surpresa dos meus tios e dos meus primos, com as namoradas, que trouxeram jantar, bolo de aniversário e vieram celebrar comigo a alegria de estar cá mais um ano - de todos estarmos cá mais um ano, juntos. 

 

Ainda me faltam as palavras para agradecer tanto amor. E ainda não me cabe no coração o orgulho que tenho nos meus.